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Quem sou eu

Minha Segunda Tattoo

Antes de fazer a minha segunda tatuagem, minha mãe não gostou nem um pouco da ideia; por uma simples palavra. Eu tentei explicar a ela o motivo e significado da tatuagem, mas ela não entendeu. Até hoje ela não sabe a tradução (pois é em inglês), por mais que eu fale. É uma frase da minha música preferida de Florence + The Machine – Shake It Out.

Depois eu falo qual frase, mas a questão é que todo mundo tem a mesma reação, mas nem me perguntam o que tem de significado (sem ser o literal).
Há uma grande razão, e significado, nessa música para mim. É como se ela descrevesse a minha vida.
Eu já fiz (e ainda faço) escolhas erradas. Mas é parte da vida você errar. Já teve um momento no qual eu não me reconhecia, e tinha medo do que eu seria capaz de fazer em relação aos outros, e principalmente a mim mesma.

Teve um momento em minha vida que para não machucar as outras pessoas e não descontar a raiva nelas, eu me machuquei; eu me agredi. Naquele momento eu fiquei desesperada e comecei a pensar que aquilo não podia ser eu, era um mal do qual eu fiquei apavorada; havia algo.

No que eu estava me tornando? Até onde eu seria capaz de ir?

Era muita raiva. E para não machucar os outros, eu me machucava e os culpava. Então eu achei que eu cheguei ao meu limite.
Fui para igreja, era minha última esperança. Eu precisava me agarrar em algo. Por um tempo a igreja foi meu porto seguro, mas eu via que por mais que eu quisesse, eu não podia mudar quem eu era ou mentir para mim mesma.

Então cada vez que eu ia para meu “porto seguro” eu ficava leve, mas ao sair, pesava. Comecei a achar que eu não estava fazendo as coisas certas. Eu poderia fingir (não que eu o fiz) aos olhos das pessoas; mas como fazer isso, se na verdade o que importava era que eu nunca fingiria aos olhos de Deus?
Comecei a questionar. Deus sabe quem eu sou com meus defeitos e tudo mais. Deus conhece a minha dor. Eu passei a pensar que eu não fingiria para ninguém, se Deus sempre soube de toda a verdade. A igreja passou a ser algo que me cobrava atitudes das quais eu não mais poderia oferecer. Eu não vou mais a igreja pelo simples fato de que lá eu não me sinto mais acolhida, e sim cobrada.

Eu acredito em Deus, sempre acreditei e nunca vou deixar de acreditar. Eu tenho fé em Deus. E mais, irei na igreja sempre que eu sentir que deva ir, sem ser obrigada.

Igreja a parte. Tive de falar sobre isso tudo pela explicação da minha tatuagem, pois minha mãe falou “Deixou de ir na igreja e agora essa tatuagem?”!

Essa frase está localizada perto de minhas cicatrizes (apesar de ser um lugar no qual a frase acaba ficando meio torta, fica retinha para eu ler e é isso que importa), para eu sempre me lembrar de nunca mais fazer aquilo a mim mesma.
“Procurando pelo paraíso, encontrei o demônio em mim”

A questão do significado da tattoo é que eu sempre busquei coisas boas para a minha vida. Eu respeito os outros, mas não deixo de ser sincera (e essa sinceridade, minha mãe muitas vezes considera “falta de um coração”, agressividade, etc...).

Então, resumindo. Eu quero algo bom para a minha vida sem passar por cima de ninguém, mas nesse caminho eu encontrei algo dentro de mim, que sim, pode ser comparado com um demônio , pois eu tive um medo absurdo de tudo e, do que eu estava fazendo e me tornando.
E essa “coisa” dentro de mim me assustou, e eu prometi a mim mesma que nunca mais seria fraca a ponto de escutá-la novamente
.

A tatuagem e minhas marcas juntas são para me fazer lembrar a música completa que diz: enterrar todo o mal, libertar-se, e seguir em frente sem remorsos.
 


Shake It Out – Liberte-se

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